Talvez você nunca ouviu de uma mãe que que ela não sentiu amor pelo seu filho no primeiro momento, que se sentiu triste, confusa e aflita. Poderia ser até crucificada em praça pública, ou trazendo para os dias atuais, julgada publicamente nas redes sociais. Como já vimos muito.

Mas deixa eu te dizer uma coisa: isso é normal e deve e precisar ser respeitado. Costumo dizer que não é falta de amor, mas é o medo dessa amor. Medo este que fica mais latente do que os sentimentos bons que vão surgindo no decorrer da maternidade. Mas qual o problema das pessoas se sentirem assim? Elas deveriam poder falar sobre isso e receberem ajuda para lidarem com a novidade da maternidade. Por vezes essas mães são reprimidas e a consequência disso são devastadoras, como por exemplo a depressão pós parto.

Já falamos sobre isso no Blog nesse post Fortes Emoções, no Canal no Youtube Melancolia pós alta, e hoje lendo uma matéria da atriz Débora Secco nos deparamos com a seguinte frase “ninguém me avisou que a criança não dá amor no primeiro mês”. Isso nos fez repensar em algumas coisas que ninguém nos conta sobre a maternidade:

  1. Que talvez o seu plano de parto não funcione. Não existe regra de parto que torna a mãe mais mãe ou menos mãe. Existe a decisão e escolha da mãe, que cabe a ela, junto claro com o seu médico, avaliar o que no momento será melhor para a criança. O importante nessa decisão é o que será melhor para o bebê e para a saúde da mãe.
  2. Que o amor pode não ser a primeira vista. Talvez essa seja uma das declarações mais chocantes, mas é o que de fato ocorre com muitas mães. Muitas mães sofrem por só ouvirem que quando nasce a criança nasce a mãe, que é o amor mais incondicional do mundo, enquanto ela só consegue sentir medo, receios, inseguranças. Mas pode ficar tranquila que com o tempo esse amor vai sim tomar proporções estratosféricas e será o maior amor do mundo.
  3. Que a troca de afetos, olhares, e sorrisos vão demorar um pouco. Por vezes você pode se sentir uma estranha olhando para aquele bebê que só  mama e dorme.
  4. Que o marido, vulgo o pai da criança, no início vai estranhar as mudanças. Talvez a gente nem perceba o quanto somos 100% mães e 0% esposa. Nos esquecemos que o marido é o pai da criança e que ele está ali para nos ajudar nessa nova fase.

Essas são só algumas de tantas situações que podem ocorrer. Mas uma coisa é clara, sinta! Sinta, o que esta acontecendo com você, e viva o momento, porque o momento é seu, não dos outros, e o sentimento é seu e não de quem esta só para dar palpites.

Um beijo

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