Muitas vezes precisamos de alguém que apenas nos ouça. Alguém para contar nossos vacilos da maternidade sem julgamento e condenações.

Queremos contar que abrimos um pacote de salgadinho e demos para o nosso filho comer porque queríamos 5 minutinhos de silêncio, sem que nos olhe com espanto. Queremos contar que muitas vezes queremos ficar sozinhas, sair sozinhas, dormir sozinhas sem que achem que somos cruéis. Queremos contar que perdemos a paciência e gritamos com os nossos filhos sem receber lições de morais que não ajudam em nada, na verdade nos fazem nos sentir um lixo.

Não a maternidade não é um fardo! Não nos julgue! Ela é sim esse amor incondicional que todo mundo diz.

Mas mesmo assim tem dias que cometemos alguns “vacilos”. E é justamente nesses dias que não queremos comparações, que não queremos saber o quão super poderosa a outra mãe é. Não queremos ouvir “eu jamais fiz isso”, “meu filho não faz isso”, “na minha casa isso não acontece”.

Queremos apenas alguém que nos permita contar o quão boa, mas principalmente o quão ruim as vezes somos. E o melhor: que nos entenda, ou pelo menos finja entender, que nos escute e ria dos nossos vacilos, que ria das nossas loucuras.

Não, não nos arrependemos de ter tido os nossos filhos. Não, não trocaríamos a nossa vida hoje por uma vida sem filhos. Sim, amamos os nossos filhos. E é justamente esse amor avassalador que não nos faz perfeitas, que nos faz cometermos erros na ânsia de acertar, que nos faz nos doarmos aos nossos filhos ao ponto de esquecermos quem somos, quem éramos e quem sonhamos um dia ser.

Por isso, a começar em nós, que possamos ser para a outra mãe aquela amiga que gostaríamos de ter. Que possamos enxergar a necessidade do outro, ouvir o outro, se colocar no lugar do outro. Que estejamos muito mais preocupadas em dividir as cargas do que julgar o outro por carregá-las..

Beijos

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