Os fatores que impedem as mulheres de engravidar infelizmente são muitos, e algo que tem sido falado bastante ultimamente é sobre a doação de óvulos. Essa matéria da Clínica de Fertilização Vida Bem Vinda, explica bastante sobre isso. Vejam que interessante!

Sabemos que o ideal é engravidar enquanto ainda há óvulos com boa qualidade. No entanto, por diversos motivos, isto nem sempre acontece.

Assim, a Doação de Óvulos é uma opção para mulheres que não tem óvulos em quantidade e em qualidade adequadas, sendo um tratamento cada vez mais frequente na Reprodução Humana.

Antes da introdução das técnicas de Reprodução Assistida, a adoção era a única opção para estes casais. Hoje, a Fertilização in vitro (FIV) possibilitou o tratamento com óvulos doados, conhecida como ovodoação. É muito semelhante à FIV tradicional.

A ideia é simples: uma mulher que tem boa reserva ovariana e é jovem, doa todos ou parte dos óvulos para uma mulher que não consegue engravidar com óvulos próprios. No Brasil, a Doação Compartilhada é a mais comum, em que uma doadora compartilha parte dos seus óvulos com uma receptora.

Como funciona?

São 5 etapas:

1. Estimulação dos ovários da mulher que doará óvulos (doadora).
2. Captação destes óvulos por via vaginal.
3. Doação de parte (no caso da doadora também estar sendo tratada) dos óvulos para outro casal ou mulher.
4. Fertilização dos óvulos doados com os espermatozoides do casal receptor.
5. Transferência dos embriões formados para o útero da mulher receptora.
A primeira pergunta que escutamos é: qual a diferença entre ovodoação e adoção? Apesar de a adoção ser uma opção, existem diferenças importantes que tornam o tratamento com óvulos doados, único. A primeira é que a doadora apresenta características compatíveis com a receptora. A segunda é que há a participação genética do homem e fisiológica da mulher. A mulher que recebe óvulos vive toda gravidez e parto, é capaz de amamentar e sedimenta, intensamente, a ligação com o seu filho. Neste sentido, o tratamento com óvulos doados é positivo e gratificante.

A Doação de óvulos é permitida por Lei?

No Brasil, a Resolução do Conselho Federal de Medicina publicada em abril de 2013 permite a Doação Compartilhada e determina pontos importantes:

1. A doação de óvulos não pode ter caráter lucrativo ou comercial.

2. Deve ser anônima: doadores e receptores não devem se conhecer. Portanto, se alguma amiga ou parente quiser doar para uma conhecida, isso não é possível.

3. A doadora deve ter no máximo 35 anos. E a receptora, 50 anos.

4. A escolha da doadora é responsabilidade da Clínica de Reprodução Humana.

Portanto, como é escolhida a doadora?

A doadora é uma mulher com características únicas. Primeiramente, precisa ter boa quantidade e alta qualidade de óvulos. Depois, precisa ser avaliada com cuidado (histórico médico, exames de sangue e de imagem) e consentir que a doação de óvulos seja feita.

Infelizmente, no Brasil, ainda há falta de doadoras. Isto ocorre por diversos motivos, mas o principal é a falta de informação. A doação pode ser uma ótima opção em algumas situações. Um exemplo é quando a mulher tem muitos óvulos, mas não quer ter embriões congelados, por motivos religiosos, financeiros ou outros. Neste caso, uma parte dos óvulos poderia ser doada.

Por fim, vale ressaltar: doar óvulos significa dar a outro casal a possibilidade de ter filho. Fica nossa mensagem: Doar óvulos, Receber vida!

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