Quando? Onde? Por quê?

Essas são perguntas sem respostas certas, pois cada família e cada relação são diferentes umas das outras. Há pais que viajam sem os filhos quando eles ainda têm meses, há aqueles que não se imaginam fazendo isso antes da “criança” completar 18 anos, porém temos que levar em consideração que esse momento é importante para os pais e para os filhos.

Vejam o relato da primeira viagem da Cíntia sem a Brenda:

Íamos (O André e eu) completar 10 (dez) anos de casados e esse momento era nosso e tínhamos que comemorar só nós dois. Foi aí que comecei a pensar na hipótese de viajarmos sozinhos!!! Enquanto estava apenas planejando a viagem procurei não pensar em como seria deixar a Brenda, até porque se fizesse isso com certeza não iria encontrar nenhum lugar para ir.

Conversei com o André e compartilhei com ele a minha ideia e ele logo topou. Porém viajar de avião estava fora de cogitação. E se o avião cair? Não posso deixar a minha filha órfã aos 2 anos de idade!  Juro que isso passou pela minha cabeça.

Decidimos fazer uma viagem curta, para o interior de São Paulo, de carro, e para ficarmos apenas 2 (duas) noites fora.

Conforme os dias da viagem iam se aproximando eu ia ficando mais aflita. A Brenda nunca tinha dormido longe de mim, nem o pai consegue fazer ela dormir. E se ela chorar, sofrer, ficar triste?! Eu só pensava nisso. Percebi que o André também não estava muito confortável em deixar a Brenda e as vezes me perguntava: “Tem certeza que vai deixar a nenê? ”. Eu ficava tentando inventar algum motivo para ter que levar ela, sabe? Por que será que isto acontece? Será que acontece com tudo mundo? Enfim loucuras de mãe!

Um dia antes de viajar em ainda não estava segura se iria deixar ou levar a Brenda. Conversei com a minha mãe e a minha irmã e elas me passaram uma segurança de que tudo ia ficar bem, que eu não precisava me preocupar, que elas iriam cuidar dela, dar atenção, distrair, levar para passear… e isso me tranquilizou.

Li bastante sobre dicas de como viajar sem os filhos e os artigos diziam que o ideal seria deixar a criança na própria casa para não haver muitas mudanças. No nosso caso decidimos deixar a Brenda na casa da minha irmã, com a minha mãe e os meus sobrinhos João Victor de 7 anos e Sophia de 1 ano e 8 meses. Pensamos que na nossa ela iria sentir mais a nossa falta, principalmente a noite. E foi uma ótima decisão!

No dia em que fomos viajar comecei a falar para a Brenda que ela iria para a casa da tia, que ela ia dormir lá, que seria legal, que ela ia se divertir e que depois nós íamos voltar para buscar ela. Não conseguiria sair escondida sem dar “satisfação” para ela, sem explicar o que iria acontecer. Creio que isso ajudou muito, pois ela sabia o que estava acontecendo e quando perguntava por mim ela mesmo respondia: “A mamãe foi viajar e depois vai vir me buscar neh?”.

Deixei ela na casa da minha irmã e seguimos viagem. Se eu chorei? É claro! Na porta da casa da minha irmã antes de pegar o elevador eu já estava chorando. Seguimos viagem e logo o nó na garganta foi se desfazendo e começamos a aproveitar a paisagem, o silêncio, as nossas conversas (as vezes não conseguimos conversar direito em casa), ouvimos músicas, notícias….

A primeira noite para mim foi a mais apreensiva, pois não sabia como a Brenda iria conseguir dormir longe de mim. Mas ela dormiu, super rápido e muito bem por sinal. Depois que falei com a minha mãe e soube que ela tinha dormido consegui relaxar e aproveitar a viagem como um todo.

Depois que a gente tem filho fazemos tudo no automático, tudo gira em torno da criança, os horários, as refeições, os programas… Poder sair uma pouco dessa rotina, dessa correria é muito bom e faz muito bem!!!

Se você está pensando na possibilidade de viajar sem os seus filhos esse é o primeiro sinal de que está chegando a hora. Se programe e não deixe de aproveitar esse momento.

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