Não deve existir no mundo alguém que faça tanto e se sinta como se ainda houvesse tanto a se fazer como uma mãe.

Mãe, acorda quando todos ainda estão dormindo, passa a noite indo até seus filhos para ver se estão descobertos, se estão com uma noite tranquila, e as mais neuróticas se estão respirando.

Mãe  trabalha muito, cuida de tudo, cuida de todos, deixa a comida pronta, a casa cheirosa a roupa limpa,. Faz as tarefas com os filhos, brinca com eles, ensina os primeiros desenhos… Dá banho, leva na escola, confere os cadernos, as estrelinhas que os professores mandam. E algumas ainda trabalham fora, no que podemos chamar de segundo trabalho porque o primeiro é a arte de ser mãe, o primeiro trabalho não tem remuneração mas sem dúvida tem o maior valor para ela.

É natural da mulher cobrar-se muito, mas na maternidade isso se torna tão mais aflorado e é quase um martírio, mas daqueles que não abrimos mão, que não deixamos para depois. Que não deixamos no mais ou menos, no meio termo, desejamos tudo perfeito, completo.

Talvez sejam muitas tarefas, mais do que achamos que conseguiremos, mas no final damos conta de tudo. Então porque nos cobramos tanto? Porque achamos que sempre há mais uma roupa para passar, uma comidinha para fazer, um livro para ler com os filhos.

O responsável disso é o amor. Aquele amor que não mede, aquele amor incondicional.

Passamos o tempo todo nos dedicando e o tempo todo nos cobrando, achando que poderíamos ter feito mais, ter feito melhor, ter feito diferente.

E esse amor faz com que passemos nos doando muito, nos cobrando mais ainda e com a eterna sensação de que podemos mais. Sempre mais.

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