Logo que a mulher se descobre grávida ela já começa a se preocupar com a alimentação. Ora por causa do bebê ora por causa da balança mesmo. Queremos que o nosso bebê cresça saudável e logo já pensamos em mudar a nossa maneira (fast food) de nos alimentar.

Para nos ajudar com esse assunto convidamos a Aline Barreto, nossa amiga e nutricionista para esclarecer algumas dúvidas que creio ser a da maioria das gestantes.

O que não pode faltar no prato das gestantes?

A gestação acarreta um conjunto de processos que demanda maior carga de trabalho do metabolismo materno. Falamos de uma quantidade adicional de energia para o crescimento e maturação do feto e da placenta, então, uma alimentação diversificada e balanceada é necessária para garantir a oferta adequada de nutrientes, pois são todos necessários nesse processo, mas destacam-se:

  • Grãos e cereais em geral, pois eles são fonte de ácido fólico, um nutriente importante na formação do tubo neural, que posteriormente dá origem ao cérebro e medula espinhal. Também são fontes de carboidratos, que dão energia para todas as funções maternas e do bebê.
  • Alimentos-fonte de cálcio (presente em leite e produtos lácteos, gergelim, sardinha, salmão, entre outros), pois sua deficiência pode causar prejuízo no desenvolvimento e crescimento do feto bem como contrações uterinas prematuras. O déficit grave desse nutriente durante a lactação também põe em risco a saúde óssea da mãe em um mecanismo de compensação: o cálcio “estocado” nos ossos é retirado para o desenvolvimento do bebê, aumentando riscos de osteopenia.
  • Alimentos-fonte de ferro (de origem animal, vegetais verde-escuro, leguminosas), pois evita anemia materna, participa da expansão das células vermelhas, da placenta e do sangue do bebê e compensa perdas de sangue durante o parto.
  • Zinco (leite e produtos lácteos, carnes, cereais integrais, leguminosas) é importante para prevenção de aborto e más formações congênitas.
  • Iodo (sal iodado, alimentos marinhos) previne retardo físico e mental e hipotireoidismo de recém-nascido.
  • Vitamina B12 (leite e produtos lácteos, carnes e ovos) é essencial para a formação do DNA.
  • Ômega-3 (atum, salmão, sardinha, linhaça, chia) é importante no desenvolvimento neurológico do feto e está relacionado à diminuição da prematuridade.
  • Proteínas (carnes, leguminosas, leite e produtos lácteos), pois participam de toda a formação do feto, da placenta e tecidos.

De quanto em quanto tempo a grávida deve comer?

A cada 3 horas. Como a oferta de glicose e aminoácidos (unidades menores de proteínas) ao feto são contínuas, é importante evitar longos períodos em jejum, prevenindo episódios de hipoglicemia da gestante.

Quais os alimentos que devem ser consumidos para se evitar enjoos?

O enjoo ou êmese gravídica, não tem uma causa específica, mas está relacionado à estresse, mudanças hormonais, aumento da sensibilidade do olfato e alteração na velocidade de esvaziamento gástrico (tempo que o alimento leva para sair do estômago para o intestino). Bebidas frias e ácidas e carboidratos de fácil digestão levam à melhora do sintoma, enquanto alimentos gordurosos, odores e temperos fortes, café, ingestão de álcool e líquidos com as refeições devem ser evitados.

Quais alimentos que as grávidas devem evitar?

  • Peixe cru, carne mal passada e ovo cru ou com gema mole, pois oferecem risco de contaminação;
  • Leite e queijos sem pasteurização, pois são fonte de bactérias;
  • Adoçantes artificias;
  • Álcool;
  • Café e bebidas ricas em cafeína (chá verde, preto, entre outros);
  • Chás com potencial abortivo (buchinha do norte, arruda, cipó mil-homens, poejo, losna, canela, hortelã, sene, cáscara sagrada, cavalinha). São permitidos os chás de erva-cidreira, camomila, capim-limão e erva-doce.

Dicas de lanches práticos e rápidos para as gestantes comerem nos intervalos das refeições.

É importante ter em mente que uma refeição balanceada precisa ter um alimento fonte de energia, de proteínas e vitaminas e minerais.

Algumas dicas:

  • Vitaminas à base de leite com frutas + fibras;
  • Torrada integral com queijo tipo Polenguinho + suco de fruta;
  • Suco de fruta + lanche natural (pão integral, queijo/produto lácteo e verduras);
  • Iogurte com aveia, chia ou linhaça e frutas.

 

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Aline Barreto, nutricionista formada pela Universidade Anhembi Morumbi e acadêmica do curso de especialização em nutrição clínica.

 

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